Controle da água será repassado às universidades
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sábado, 15 de maio de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Guarapuava (Unicentro) e Cascavel (Unioeste) serão as responsáveis pelo controle de qualidade da água de, pelo menos, 340 municípios paranaenses a partir do mês que vem. Feito atualmente pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), em Curitiba, o controle foi repassado às instituições por meio de um termo de cooperação técnica e científica firmado no início do mês com a Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo o chefe do setor de Saneamento Ambiental do governo, Celso Luiz Rubio, a descentralização das análises é motivada sobretudo pelo aspecto financeiro. ''Gastávamos mais com o frete das amostras até Curitiba do que com a análise das amostras'', explicou, frisando que uma parte dos 399 municípios os da Região Metropolitana de Curitiba continuará sob a coordenação do Lacen.
A contrapartida do Estado será os equipamentos e materiais de consumo necessários para efetuar as análises, adquiridos pelo sistema de movimentação de crédito orçamentário. Rubio explicou que as universidades poderão comprar o necessário, com processo licitatório, e repassar as contas para a secretaria.
Com uma área de abrangência de 94 municípios, a UEL contará com uma equipe de seis professores, três técnicos e um número ainda não definido de alunos para dar início às atividades. De acordo com um dos integrantes do grupo, a técnica de planejamento Cristina Duarte Ruiz, três laboratórios da instituição de microbiologia, saneamento e química serão usados para a tarefa. Ao todo, serão obedecidos critérios bacteriológico, físico-químico (clororesidual, flúor e turbidez) e a potencialidade de uso para consumo humano.
Na opinião da técnica, as vantagens do processo ser administrado pelas instituições vai além do aspecto financeiro. ''Não só prestamos um serviço à população, propondo adequações para a melhoria da água que ela consome, como coletamos ainda mais dados para pesquisa, ensino e extensão'', observou. O tempo de análise também deve diminuir. ''Muitos municípios da região não tinham toda a infra-estrutura para levar as amostras até Curitiba. Até Londrina, será bem mais fácil'', concluiu.


