Representantes de moradores do Jardim Parati e Conjunto Maria Celina (zona Norte de Londrina) estiveram ontem, à tarde, no gabinete do secretário municipal de Fazenda, Paulo Bernardo, para reclamar valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Mas enquanto os moradores do Parati queriam revisão do valor do imposto de 2002, que consideraram abusivos, os do Maria Celina queriam revisão de impostos de anos anteriores.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Maria Celina, Aristides Bertozzi, o valor médio cobrado dos imóveis no bairro este ano – em torno dos R$ 90,00 – confirmam que, em anos anteriores, o IPTU estava fora da realidade, girando em média em torno dos R$ 200. ‘‘São 205 residências de 51 metros quadrados que, em 90% dos casos, não puderam pagar o imposto nos anos de 1999, 2000 e 2001. Com os valores desse ano, que mostram que antes estava errado, viemos pedir uma negociação com a prefeitura para acertar essa dívida’’, explicou.
Já o presidente da Associação dos Moradores dos Jardins Parati, Tocantins e Ilha do Mel, Cláudio Maciel, disse que nesses bairros aconteceu o contrário. ‘‘Tivemos um aumento no IPTU de até mil por cento. Alguns valores passaram de R$ 35,00, no ano passado, para R$ 333,00 este ano. Não é possível que a região tenha valorizado tanto assim’’, afirmou.
Segundo o secretário da Fazenda, no caso do Parati, existem inúmeros imóveis que constam como terrenos vazios porque os proprietários não regularizaram a documentação das casas, o que pode ter encarecido o IPTU. ‘‘O valor lançado para terrenos é de 3% enquanto do imóvel construído é de apenas 1% do valor venal’’, explicou. De acordo com Bernardo, a secretaria forneceu à associação de moradores requerimentos para serem preenchidos pelos proprietários dos imóveis. ‘‘Depois vamos avaliar caso a caso’’, afirmou.
Já no Maria Celina, Paulo Bernardo explicou que não há mecanismos legais para fazer uma revisão retroativa nos valores lançados. ‘‘Vamos tentar uma negociação desta dívida, mas rever valores de anos anteriores é impossível’’, afirmou.

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