Contraturno é opção em Tamarana
De olho nos benefícios de manter os alunos envolvidos com a escola durante todo o dia, o município de Tamarana começou a implantar atividades em contraturno. Estas se diferenciam do período integral pois nem todos os alunos têm a obrigação de frequentar as aulas. ''Ainda estamos formatando o projeto, mas temos 120 alunos em situação de vulnerabilidade social e pessoal que depois das aulas vão para a Escola de Contraturno'', explica o secretário de Ação Social de Tamarana, Carlos Henrique Pereira.
Os jovens, todos da 4 série do Fundamental, participam do Projeto Educando, Brincando e Formando Cidadãos, onde realizam atividades esportivas, oficinas de beleza, teatro, dança, inclusão digital e profissionalizantes. A intenção, segundo Pereira, é expandir o projeto a todos os alunos da rede pública local. ''Como tivemos os gastos com a adequação do projeto do contraturno, ainda estamos caminhando apenas com estes alunos. Mas percebemos que tem sido um investimento positivo''.
Situação semelhante acontece em Londrina. Das 82 escolas sob responsabilidade da rede municipal de ensino, apenas quatro oferecem atividades em contraturno, também para alunos em situação de vulnerabilidade. ''São oficinas e atividades realizadas no Caic, tanto da Zona Sul, quanto da Zona Oeste e também nas escolas municipais José Gasparini (Zona Norte) e Áurea Alvim Tóffoli (Zona Leste)'', explica a secretária de Educação de Londrina, Carmen Baccaro Sposti.
Ao todo, são 33.487 alunos em escolas municipais. Carmen afirma que há interesse no ensino integral, mas que em Londrina há um impedimento espacial. ''Teríamos praticamente que dobrar o espaço físico, pois a maioria das escolas tem aula nos turnos matutino e vespertino''.
Ela ainda ressalta os projetos em parceria com as secretarias de Ação Social, Cultura e Esporte, que ajudam a atender a demanda em Londrina.(G.B.)





