Contrato garante licitação do transporte
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sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
O prefeito Nedson Micheleti (PT) assinou ontem o contrato emergencial com a Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e a Francovig, empresas que atuam no setor em Londrina. O documento passa a vigorar hoje e tem validade de seis meses, período que o Executivo tem para licitar a nova concessão do serviço.
O contrato emergencial é necessário, explica o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, para salvaguardar o processo licitatório. ''Estávamos descobertos e a licitação poderia ser questionada futuramente'', afirma.
O contrato estabelece a prestação do serviço nos mesmos termos que já vem sendo praticados. Nesse período a tarifa (de R$ 1,60) não pode sofrer alterações. O Executivo espera publicar o edital no dia 20 de novembro. Se a meta for alcançada, a abertura dos envelopes fica para 12 de janeiro.
O contrato, no entanto, pode ser encerrado antes do tempo. ''É uma licitação simples e não acredito que tenhamos complicações legais'', diz o coordenador de Transportes da CMTU, Marco Antônio Bacarin. Caso isso ocorra, as empresas terão prazo de 30 dias para encerrar as atividades.
A CMTU ainda não definiu qual o valor da contrapartida das empresas interessadas na licitação. A proposta da CMTU é que as concessionárias se responsabilizem pela implantação da bilhetagem eletrônica, construção de 500 pontos de ônibus cobertos e um terminal na zona oeste. Outras exigências que devem entrar no contrato, segundo Sella, são a implantação de uma escada rolante no Terminal Central e 50 pontos de integração que serão necessários no sistema de bilhetagem para troca de ônibus. As benfeitorias estão em fase de orçamento.
O diretor da TCGL, Gildalmo Mendonça, afirmou que a empresa está satisfeita com os termos do contrato. ''O contrato respeita o que está acontecendo, não vimos problema nenhum em assiná-lo'', diz. A empresa, que é concorrente na próxima licitação, também disse aprovar as exigências da CMTU. A diretoria da Francovig não foi encontrada ontem e não retornou as ligações da reportagem.


