A partir de amanhã, uma equipe de técnicos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) começa a definir os critérios para a assinatura de um novo contrato emergencial de coleta e transporte de lixo e varrição do Calçadão. O contrato com a Vega Ambiental, empresa que está fazendo o trabalho em caráter provisório, termina no dia 8 de setembro.
De acordo com o presidente da CMTU, Wilson Sella, os ítens principais a serem avaliados serão oportunidade, conveniência e preço. No entanto, ele adiantou que gostaria de manter a mesma empresa no serviço: ''Se eu conseguir acertar preço com a Vega Ambiental seria melhor. Eles já conhecem o trabalho e uma nova empresa demoraria algum tempo até engrenar. Como é contrato temporário, a vantagem seria manter a Vega'', disse Sella. A principal dificuldade para isso é a questão do preço. O contrato atual, assinado em abril, fixou um preço mensal de R$ 510 mil para o serviço, que inclui a coleta do lixo, o transporte até o aterro e a varrição do Calçadão. Segundo Sella, a Vega Ambiental já sugeriu que vai querer um reajuste no próximo contrato.
A informação é confirmada pela assessoria de imprensa da empresa, que justificou explicando que a Vega está negociando reajuste salarial com os funcionários. São aproximadamente 200 empregados que teriam direito a dissídio em junho. Por causa da indefinição da continuidade do contrato da Vega com a prefeitura, o dissídio ainda não se definiu. ''Ficamos atrelados à negociação da Vega com a prefeitura, mas agora estamos chegando ao fim. Decidimos pedir 15% de reajuste para a empresa e vamos ter uma resposta da Vega ainda esta semana'', anunciou Manassés Oliveira, presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação de Londrina.
A prefeitura, porém, não estaria disposta a negociar um valor maior para o serviço: ''Temos que necessariamente ficar neste patamar, até porque outras empresas, como a própria Copama, já ofereceram o mesmo serviço por um preço menor'', adiantou Sella. Ele disse ainda que o novo contrato deve ter duração de seis meses ''até para que a empresa vencedora da licitação tenha tempo para se preparar antes de assumir o serviço'', indicou Sella.

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