Contratações reabrem maternidade de Paranavaí
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quinta-feira, 07 de outubro de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Paranavaí Um esforço conjunto, do Ministério Público, diretoria do hospital e prefeitura, viabilizou a contratação de dois médicos e permitiu a reabertura da maternidade da Santa Casa de Paranavaí. O setor, único da região habilitado a fazer partos de alto risco, passou mais de 24 horas fechado por medida de segurança. Sem dois obstetras, que pediram demissão, a equipe de plantonistas não tinha condições de atender a demanda de partos da cidade e região. Segundo o hospital, o setor faz em média 120 procedimentos por mês.
Ontem, o diretor-clínico da Santa Casa, Otávio Siqueira Neto, disse que a maternidade voltou a operar sem restrições desde às 23 horas de quarta-feira, depois de confirmada a contratação de mais dois obstetras. Neto afirmou ainda que um dos profissionais reconsiderou o pedido de demissão. ''Nossa equipe está agora mais forte, com cinco obstetras, um número bem perto daquele que considero ideal'', ponderou o diretor. A maternidade conta ainda com mais sete pediatras e três anestesistas.
Para reativar o atendimento à população a Santa Casa é uma instituição de caráter regional e atende uma área de aproximadamente 300 mil pessoas o hospital contou com uma operação conjunta do Ministério Público e da prefeitura, que aumentou o valor do repasse de R$ 15 mil para R$ 20 mil por mês.
A diretoria do hospital também agiu para resolver o problema e destinou mais R$ 2,5 mil mensais para reajustar o salário dos profissionais da maternidade. ''Com este dinheiro, mesmo que não seja ainda o ideal, teremos condições de aumentar um pouco os vencimentos do profissionais.'' Cada especialidade recebia mensalmente R$ 5 mil por mês, o que representava em média um salário de R$ 1 mil para cada médico.
A diretoria da Santa Casa deve se reunir hoje, ou no mais tardar na semana que vem, com o secretário Estadual de Saúde, Cláudio Murilo Xavier, para discutir as condições do hospital. O diretor-clínico ainda tem esperanças que o governo estadual aprove um novo reajuste. Por mês, a secretaria destina para o hospital R$ 60 mil.


