Contratação direta pode
evitar déficit de professor

Da Sucursal
Outro problema comum em todo início de ano letivo, a falta de professores, tende a ser menor em 1997 que nos anos passados. Na tentativa de agilizar a contratação dos professores que faltam para suprir o déficit no quadro efetivo, o governo transferiu para as escolas a atribuição de procurar, testar e contratar os candidatos. Com isso, espera que, quando as aulas começarem, no dia 24, o quadro tenha poucas vagas abertas.
A APP-Sindicato não gosta dessa solução. ‘‘É uma transferência de responsabilidade. Se a escola não encontra professor, a Secretaria da Educação não responde pelo problema’’, diz o secretário de imprensa da entidade, José Lemos.
Mas, pelo menos nas escolas melhor localizadas ou mais conceituadas, a contratação direta é bem vista. ‘‘A descentralização evita correria, filas e o descontentamento de professores que eram mandados para escolas onde não queriam trabalhar’’, diz o diretor do Colégio Estadual João Loyola, Joir Lacerda Soares.
Alguns diretores apontam o alto índice de desemprego como um fator que facilita as contratações de professores celetistas. Muitas escolas são procuradas pelos professores e já montaram cadastros de nomes, ao qual recorrem toda vez que precisam preencher uma vaga.
As maiores dificuldades ocorrem em escolas de periferia ou regiões violentas. Tradicionalmente, também há problemas para preencher vagas em algumas disciplinas, como Química e Matemática. ‘‘Há carência de pessoal habilitado nessas áreas’’, justifica o secretário da Educação.
De acordo com ele, as escolas podem contar com a ajuda dos núcleos regionais de educação, que ‘‘sabem onde encontrar professores’’. Existem 13.500 vagas para celetistas, que vão se somar às 39 mil do quadro efetivo.

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