Foz do Iguaçu chega ao 87º aniversário assumindo definitivamente a posição de pólo que mais atrai turistas brasileiros e estrangeiros ao interior do País, e também liderando o ranking de cidade mais violenta do Paraná. Segundo dados da PM foram 6.856 ocorrências e mais de 120 assassinatos durante os primeiros cinco meses deste ano.
Localizada em uma tríplice fronteira banhada pelos rios Paraná e Iguaçu, o município com 269 mil habitantes se integra às cidades de Puerto Iguazú (Argentina) e Ciudad del Este (Paraguai), envolvendo três nações em uma metrópole única no continente americano. A cidade foi oficialmente emancipada em 1914, mas os primeiros moradores chegaram à região em 1888. Eram soldados do antigo Ministério da Guerra, que criaram um posto avançado para garantir a segurança nacional.
Nesta virada de milênio, Foz se consolida no setor turístico. A famosa terra das Cataratas do Iguaçu, uma das mais belas atrações turísticas do Brasil com 275 quedas, também atrai a atenção dos ambientalistas de todo o mundo por sediar o Parque Iguaçu, reserva de mata nativa considerada pelos pesquisadores um dos maiores bancos genéticos do continente. O ecoturismo atinge atualmente a casa dos 800 mil visitantes/ano, conquistando colocações importantes no ranking geral do setor: é o 1º pólo turístico do interior, o 2º que mais atrai turistas estrangeiros e o 3º pólo hoteleiro do País.
Além de ser um exemplo no ecoturismo e na preservação ambiental, Foz também é berço de avançadas tecnologias. A maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Itaipu, também está sediada na cidade. Somente a barragem do reservatório possui 7,7 mil metros de comprimento e 196 metros de altura. A Itaipu paga mensalmente aos municípios lindeiros do lago, royalties que totalizam US$ 14 milhões/mês.
Mesmo sendo um dos principais atrativos do Estado, a cidade ainda enfrenta problemas sociais, principalmente ligados à violência. As mais de 70 favelas e o tráfico de drogas, armas e carros roubados, transformaram Foz em uma das cidades mais perigosas do País.
A força-tarefa, formada pelas polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Guarda Municipal, reúne desde março quase 800 agentes atuando 24 horas nos bairros e rodovias.

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