CONTRASTE - 'Mobilização é maior nos pequenos municípios'
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quarta-feira, 30 de março de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
A chefe da 17ª Regional de Saúde, em Londrina, Terezinha de Fátima Sanchez, considera Miraselva e Pitangueiras "municípios silenciosos" por terem o mosquito em circulação, mas sem registros da dengue. As ações de bloqueio, disse Terezinha, foram eficazes nos municípios próximos a cidades onde há epidemia. "Além de ações de bloqueio, realizamos mutirões, reuniões com prefeitos e secretarias."
Para as ações, os municípios tiveram a ajuda do VigiaSUS, programa estadual que prevê incentivos financeiros aos municípios para fortalecer as ações de Vigilância em Saúde. Para Londrina, o repasse foi de cerca de R$ 1 milhão. Para municípios menores, como Miraselva, por exemplo, foram liberados cerca de R$ 16 mil. O valor é calculado per capita.
"Em todas as cidades, as ações de combate à dengue são as mesmas, mas nas cidades pequenas é diferente porque a sensibilização é maior. Os agentes conhecem praticamente todo mundo pelo nome. Nos dias de mutirão, até o prefeito vai junto, de casa em casa. A mobilização é muito maior", comparou a chefe da 17ª Regional de Saúde.
O chefe da Vigilância em Saúde da 19ª Regional de Saúde, em Jacarezinho, Ronaldo Trevisan, considera o trabalho "incessante" com a população o único caminho possível para o combate ao Aedes aegypti. "O foco deve ser a erradicação dos criadouros nos domicílios. Culturalmente, a população tende a esperar do poder público uma solução, mas se está ao meu alcance, por que aguardar o poder público?" O envolvimento de lideranças políticas, comunitárias e religiosas também é importante para mobilizar a população, afirmou Trevisan.
Entre os 18 municípios inseridos na área de abrangência da 19ª Regional de Saúde, apenas Cambará está em epidemia. Embora os últimos boletins da Sesa apontem crescimento na incidência da dengue no município, Trevisan disse que a curva epidemiológica demonstra declínio. "Ainda teremos alguns meses de muito trabalho pela frente, mas a dengue já aponta para uma redução."


