CONTRADIÇÕES
Sacrifício da galinha
Celina foi a primeira a ser interrogada e afirmou nunca ter frequentado o terreiro de umbanda do pai-de-santo Oswaldo Marcineiro. Ela disse, no entanto, que sabia que Beatriz havia participado de um ‘trabalho’ que incluía o sacrifício de uma galinha. Segundo Celina, sua filha teria ficado ‘‘muito assustada’’ com o sacrifício, e chegou em casa nervosa dizendo que não havia gostado de ter assistido à cena.
Beatriz confessou ter participado do ‘trabalho’ realizado na casa de Marcineiro e relatou detalhes do sacrifício da galinha. Ela disse não ter gostado da experiência e que achou ‘‘esquisita a história de matar uma galinha’’. Ela não conseguiu se lembrar, no entanto, se relatou o fato a alguém de sua família.
Condições financeiras
Celina admitiu que sua família passava por uma pequena dificuldade financeira em abril de 1992, ocasionada pela pouca atividade da serraria de seu marido, o ex-prefeito Aldo Abagge. Segundo Celina, o problema financeiro existia, mas não era grave, sendo comum na atividade madeireira.
Beatriz, ao contrário de sua mãe, disse no seu depoimento, que sua família não passava por qualquer dificuldade financeira na época. Mesmo assim, Beatriz admitiu que Oswaldo Marcineiro recomendou a ela que fosse feito um ‘trabalho de limpeza’ na serraria porque Marcineiro teria lido nos búzios que a empresa não estaria indo bem financeiramente. O ‘trabalho’ foi realizado na presença de Beatriz. Pipocas e ‘‘outros alimentos’’ foram jogados nas máquinas e nas pessoas que assistiam à cerimônia.
Almoço do dia 7 de abril
Celina disse ter almoçado em casa no dia 7 de abril, na companhia de Maria José Conceição (chefe da Provopar em Guaratuba) e dos demais filhos da família Abagge.
Beatriz afirmou ter almoçado junto com os pais, seus filhos Maria Edduarda e Lucas, a professora Eliane Borba e Maria José no restaurante Nhô Quin, em Guaratuba.

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