Cerca de 100 estudantes de uma escola de profissões, de Cambé, fizeram uma caminhada pela paz na manhã do último domingo, percorrendo o centro da cidade. Comerciantes baixaram as portas por alguns minutos em solidariedade à manifestação. Segundo Rosane Oliveira, uma das organizadoras do evento, a expectativa era de reunir um número quatro vezes maior de participantes. ‘‘Muitas pessoas ainda não têm consciência de que podem fazer algo para mudar essa situação da violência. Reclamam dos governantes mas não vão às ruas mostrar sua indignação’’, apontou Rosane. Para ela, a cultura de paz está ligada a pequenas atitudes como chamar a atenção de quem briga na frente dos filhos. ‘‘Dias atrás, um casal começou a discutir em frente a minha casa e deixou de lado os dois filhos pequenos. Saí na rua para interferir na briga e pedir para não fazer aquilo na frente das crianças. Acho que fiz a minha parte.’’ O empresário Júlio César Ferreira disse que a paz deve surgir dentro das famílias, com exemplos de boas ações vindos dos pais. ‘‘Pai que bate, mãe que grita com os filhos.
É aí que começa a violência. A sociedade também aceita tudo, e só com atitudes as coisas vão mudar.’’ Os irmãos Kelly, Júlio e Jaqueline Ferreira, que têm entre oito e dez anos, concordam. ‘‘Tem pai que deixa a criança fazer o que quer. Aí, quando ela fica mais velha, não tem limites’’, ensinou Jaqueline.

As primeiras dez famílias que chegaram à futura cidade de Cambé, em 1932, por intermédio da Companhia de Terras, eram oriundas da cidade de Danzig, na Alemanha. O nome Nova Dantzig foi escolhido pela companhia, que previa a vinda de um grande número de pessoas de Danzig. Por causa do clima mais quente ao qual não estavam acostumados e devido à flora e fauna estarem intocadas, enfrentaram muitas dificuldades para iniciar a colonização
Comprometimento de promover e vivenciar o respeito à vida e dignidade de cada pessoa sem discriminação ou preconceito; a rejeição de qualquer forma de violência; o compartilhar de tempo e recursos com generosidade a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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