CONTRA A GRIPE - Dia Nacional de Mobilização
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Reportagem Local 
Brasília Hoje é o Dia Nacional de Mobilização contra a gripe e unidades básicas de saúde funcionarão o dia todo. A campanha nacional, que segue até 9 de maio, tem como principal objetivo reduzir a mortalidade, as complicações e as internações que ocorrem em consequência das infecções pelo vírus da influenza. O público-alvo representa, aproximadamente, 49,6 milhões de pessoas. O Blog da Saúde, do Ministério da Saúde, preparou um material para tirar algumas dúvidas.
Quem deve receber a vacina?
Para escolher os grupos prioritários o Ministério da Saúde seguiu recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, integram este grupo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar.
Quais são os vírus que a vacina protege?
A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: Influenza A (H1N1); Influenza A (H3N2) e Influenza B.
Há alguma contraindicação da vacina?
A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. No entanto aquelas pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança em ambiente hospitalar. Recomenda-se observar a pessoa vacinada, pelo menos, por um período de 30 minutos em ambiente com condições de atendimento a reações anafiláticas.
A vacina contra a gripe causa algum efeito colateral?
Não. A vacina usada na campanha contra a gripe é segura e bem tolerada. Em poucos casos podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou endurecimento. Além disso, as pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos substâncias que provocam a formação de anticorpos específicos podem apresentar mal-estar, dor muscular ou febre. Todas estas ocorrências tendem a desaparecer em 48 horas.
A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito que um antigripal?
Não, a vacina previne contra a gripe e o antigripal é um medicamento para o alívio sintomático da gripe, usado para reduzir os efeitos causados pela doença.
Por que a vacina não é oferecida, de forma gratuita, para toda população?
A vacina de influenza tem por objetivo evitar os casos graves e os óbitos, e não eliminar a transmissão do vírus. Por isso, o Brasil, assim como todos os países que usam essa vacina, segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar os grupos com maior vulnerabilidade para as complicações e os óbitos.
Na sua grande maioria, os casos de gripe são casos leves e que se resolvem espontaneamente, sem sequelas ou complicações. Entretanto, nos grupos mais vulneráveis, o caso pode se complicar e gerar outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.
O que são grupos prioritários?
São grupos que estão vulneráveis a contrair a gripe e desenvolver complicações, como pneumonia e até mesmo o óbito.
Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação. O pico máximo de anticorpos ocorre após quatro a seis semanas após a vacinação.
Quem se vacinou no ano passado, precisa se imunizar de novo?
Sim, a imunidade dura após a vacina de seis meses a um ano. A composição da vacina e produção é anual, podendo mudar conforme os vírus que circularam no ano anterior.
Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza A (H1N1)?
São causadas por diferentes subtipos do mesmo vírus da influenza. O subtipo A (H1N1) produziu a pandemia de 2009 e continua circulando como mais um dos subtipos do da influenza. Os sintomas da gripe comum e H1N1 são parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. A pessoa que apresentar algum desses sintomas deve procurar o serviço de saúde para receber o tratamento com o antiviral Oseltamivir, quando indicado.
Quais as medidas de proteção para a população não vacinada?
As pessoas devem ser orientadas a tomar alguns cuidados de higiene como: lavar bem, e com frequência, as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e, ainda, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.


