Os 10 quilômetros do Contorno Sul de Maringá estão abandonados e colocam em risco a vida de moradores da região e motoristas. A rodovia é utilizada para desviar o tráfego pesado da área urbana e não tem acostamento, a pista está esburacada, não há sinalização no asfalto e em vários trechos os motoristas, principalmente de caminhões, ficam sujeitos a capotamentos por causa das valetas paralelas de águas pluviais.
O problema da falta de segurança é ainda maior porque o Contorno Sul divide bairros bastante populosos e expõe moradores a constante perigo. Não há sequer vias de escape para os motoristas que dependem da rodovia para acessar os conjuntos residenciais.
Segundo o secretário de Transportes de Maringá, Sidnei Telles, a prefeitura não tem recursos para a conservação dos 10 quilômetros e nem previsão em orçamento para as obras necessárias de segurança, apesar dos vários projetos desenvolvidos para o local.
As pessoas que vivem na região dizem que já perderam as contas dos acidentes e das mortes ocorridas no trecho. O comerciante Sandro Valério, que pela janela do caixa do posto em que trabalha observa o acesso ao Conjunto Borba Gato, afirma que os acidentes são sempre graves porque a rodovia demanda velocidade, mas não oferece segurança.
‘‘Já vi carreta passar por cima de carro que estava parado na rodovia para entrar no bairro’’, conta Sandro Valério. A ausência de uma rotatória na entrada do conjunto é um dos principais problemas porque os veículos não têm opção de acostamento ou de vias de escape. Os motoristas reclamam também que de noite a situação no Contorno Sul é ainda pior. Quando há cruzamento de dois veículos, a visibilidade vai a ‘‘zero’’ porque não há faixas refletivas nas laterais da pista. Além da falta de sinalização, as lombadas não têm um padrão, algumas são defeituosas e sem pintura.

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