Contorno de Cambé é obra do DER
Apesar de pertencer ao Lote 1 do Anel de Integração, administrado pela Econorte a empresa concessionária do trecho , as obras do contorno de acesso a Cambé (13 km a oeste de Londrina), na BR-369, estão sendo custeadas pelo governo do Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Paralisadas há dois anos, as obras foram reiniciadas há pouco mais de dois meses.
O diretor-geral do DER, Paulinho Dalmaz, justificou que o projeto de construção do contorno de Cambé não foi incluído no programa de concessão de rodovias por ser anterior à privatização do trecho, por onde circulam 22 mil veículos por dia, segundo o DER.
Portanto, já havia um contrato assinado com a empresa vencedora da licitação para a execução das obras, acrescentou. Segundo o diretor, a rescisão desse contrato resultaria em implicações jurídicas e pagamento de multas.
A obra está orçada em R$ 2 milhões, com previsão de término em 2001. A direção da Pavibrás, de Londrina, a empresa responsável pelas obras, disse que já recebeu R$ 600 mil, valor suficiente para cobrir os custos da primeira etapa, que compreende o desvio da rodovia e a construção da primeira ponte do viaduto, no sentido Rolândia-Londrina.
O repasse da verba para o restante das obras depende do orçamento do Estado para 2001. Mas o diretor-geral do DER garante que as obras não sofrerão novas paralisações, segundo cronograma estabelecido pelo órgão.
O deputado estadual Durval Amaral (PFL), de Cambé, assegurou que as verbas para a conclusão do projeto do contorno de acesso a Cambé estão incluídas no Orçamento do Estado, que será aprovado no dia 15 de dezembro. Durval é relator do Orçamento na Assembléia Legislativa.
Segundo a assessoria de imprensa da Econorte, concessionária responsável pelo Lote 1, o contrato de concessão inclui a conservação e manutenção do trecho, além de outras obras na região, como o contorno de Ibiporã com extensão até Cambé (perimetral norte).
Pelo cronograma da concessionária, em 2002 será concluída a duplicação da rodovia do Trevo da Jaqueira até a Ceasa, em Londrina. Ainda não há previsão para a chegada do trecho a Cambé. O contrato de concessão tem duração de 24 anos.





