Giovani Ferreira
De Curitiba
Os depoimentos de ontem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as denúncias de irregularidades no camelódromo de Ponta Grossa comprometeram e colocaram em dúvida o trabalho de fiscalização feito pela prefeitura de Ponta Grossa. Os vereadores que compõem a CPI ouviram ontem Celita Máximo, teosureira da Associação dos Camelôs, e Maria Cristina Monteiro Medeiros, que está na fila de espera para receber uma banca no camelódromo.
De acordo com Geverson Tramontin Silveira, vereador que preside a CPI, Celita reconhece que existe a venda de pontos no local, mas não soube explicar como elas acontecem. Apesar de admitir que existe a venda de pontos, Geverson disse que Celita não revelou nomes de pessoas envolvidas e negou todas as acusações.
O depoimento de Maria Monteiro foi considerado mais proveitoso, do ponto de vista de esclarecimento de algumas questões envolvendo a prefeitura. Segundo Geverson, ela relatou que está na fila de espera desde 1997. Em mais de um ano de espera, Maria contou que tem conhecimento de pessoas que entraram na fila depois dela e já estão trabalhando no camelódromo.
Isso mostra, de acordo com o presidente da CPI, que a prefeitura não segue a lei. Conforme revelam os depoimentos, o município não está procedendo a fiscalização do setor, disse Geverson. A fase dos depoimentos deve ser encerrada na próxima semana. Pelos cálculos de Gerveson, o relator deve concluir o relatório com as denúncias dentro de aproximadamente duas semanas.

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