Passada uma semana da prisão de José Fernandes Pessoa, 50 anos, conhecido como ''Ema'', e mais quatro pessoas que supostamente formariam a ''Turma do Ema'', continua a rotina de tensão vivida pelas comunidades do Jardim Maracanã e Conjunto João Turquino, na zona oeste de Londrina. O grupo é suspeito de impor o medo entre os moradores e expulsar famílias do bairro. Contra eles existem mais de 20 denúncias anônimas sendo investigadas pela Polícia Civil.
Eles foram presos no último dia 17 de março, com maconha e uma pistola. Na casa de ''Ema'' foram detidos a sua esposa, Benedita de Souza Sossai, de 49 anos; o filho do casal, Claudinei de Souza Pessoa, de 18 anos; o genro, Júnior Vargas, de 25 anos; e o menor J.A.C.S., de 13 anos. Ontem, ''Ema'', o filho e o genro foram transferidos do 2º Distrito Policial para a Casa de Custódia de Londrina (CCL), junto com outros 37 presos.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, pretende concluir o inquérito ainda esta semana. Ontem, ele ouviu um rapaz que, segundo os presos, estaria cuidando da casa nos últimos dias. ''Ema'' alegou que estava ''dormindo fora'' porque vinha sendo ameaçado de morte. O rapaz, segundo o delegado, negou essa versão.
No bairro, as pessoas continuam com medo e preferem não conversar com jornalistas ou fazer comentários com a vizinhança. A prisão da quadrilha trouxe alento aos moradores mas não foi suficiente para acabar com o medo. Mesmo porque, segundo uma moradora que pediu para não ser identificada, poucos dias depois da prisão, durante o feriado de Páscoa, houve um tiroteio no bairro.
As expulsões na região se intensificaram no ano passado, quando até mesmo casas de lideranças comunitárias foram invadidas. A pressão dos marginais também atingiu bairros vizinhos, como o Campos Verdes. O assunto ganhou repercussão e, segundo um morador ouvido ontem, o próprio ''Ema'' já teria determinado o fim das expulsões naquele bairro.

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