Continua o impasse entre Caapsml e AML
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quinta-feira, 03 de março de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Os servidores municipais de Londrina continuam a ter problemas para receber atendimento médico na cidade. Embora a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores de Londrina (Caapsml) tenha anunciado no último dia 22, através da assessoria de imprensa da prefeitura, que a Associação Médica de Londrina (AML) havia aceitado a proposta feita pela direção da autarquia, anteontem a AML enviou ofício à Caapsml informando que não concorda com a proposta apresentada. Segundo o secretário geral e membro da Comissão de Defesa Profissional da AML, Armando Diniz, nunca houve acordo com a entidade londrinense.
Em julho do ano passado a Associação adotou a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), implantada em agosto de 2003. Segundo os médicos, há nove anos os procedimentos médicos não eram reajustados. Logo depois começou o impasse. Para ser atendidos, os pacientes passaram a ter que pagar os procedimentos à vista e depois solicitar o reembolso. Conforme estudos da Caapsml, a implantação imediata da CBHPM geraria um impacto de 100% de reajuste no plano de saúde da autarquia e a contribuição dos titulares poderia chegar a R$ 100,00 mensais.
Ontem a diretoria da AML informou que a Associação havia concordado com proposta feita pela Assepas (Associação de Entidades Paranaenses de Autogestão em Saúde) que representa 23 caixas de assistência, aposentadoria e pensões do Estado, entre elas a Caapsml de implantação imediata da CBHPM, mas que esta semana recebeu um ofício da autarquia informando que a tabela seria adotada apenas a partir de janeiro de 2006. ''Não concordamos com isso'', disse Diniz, frisando que se a Caapsml endossar a proposta feita pela Assepas, os médicos voltam a atender normalmente os servidores municipais.
O superintendente da Caapsml, Eduardo Tolomeotti, afirmou que o acordo havia sido fechado mas os médicos londrinenses voltaram atrás. ''Cada hora eles falam uma coisa, a proposta da Caapsml sempre foi a mesma. Parece que estão tentando inviabilizar um acordo em nível de Estado.''
Tolomeotti confirmou que a proposta da autarquia é assumir a CBHPM a partir de janeiro de 2006 com redutor de 20% sobre os valores, mas com o compromisso de antecipar a sua adoção para o último trimestre deste ano. ''A diretoria da Associação Média do Paraná (AMP) me garantiu que aceita nossa proposta. O problema está em Londrina.'' A expectativa é que o acordo entre AMP e Assepas seja assinado hoje à tarde em Curitiba.


