Continua impasse sobre coleta de lixo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de abril de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Prefeitura de Curitiba ainda não encontrou uma saída para a continuidade dos serviços de coleta dos resíduos domésticos. O prazo do contrato emergencial firmado ainda na gestão anterior com a empresa Cavo venceu na última sexta-feira. E, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a Procuradoria do Município ainda está analisando quais são as brechas jurídicas para resolver o impasse. O serviço continua sendo prestado normalmente.
Outro impasse atinge os geradores de resíduos infectantes. Amanhã, termina o prazo para a utilização da vala séptica, que vinha recebendo, diariamente, 14 toneladas de resíduos de estabelecimentos de saúde de Curitiba e de outros 14 municípios da Região Metropolitana.
Consequentemente, a prefeitura deixará de fazer a coleta dos hospitais, clínicas e farmácias particulares, ficando responsável apenas pelo lixo gerado nas unidades municipais de saúde serviço que, também, é prestado pela Cavo, em contrato emergencial.
A assessora técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias, disse que, até ontem, 790 estabelecimentos de um total de aproximadamente três mil apresentaram planos de gerenciamento dos resíduos. Os grandes geradores, segundo ela, já estão negociando a contratação de empresas especializadas para a coleta e tratamento dos resíduos.
A assessoria técnica calcula que a destinação de cerca de 80% do volume gerado já esteja sendo encaminhada. Os estabelecimentos têm prazo até o dia 6 de maio para apresentar a comprovação de como se dará o tratamento.
Os estabelecimentos que não providenciarem a coleta e destinação dos resíduos infectantes serão fiscalizados por técnicos da Vigilância Sanitária e do Meio Ambiente. Havendo irregularidades, estarão sujeitos, inclusive, a multas que variam de R$ 50 mil para mais, dependendo dos agravantes.


