Alunos da Escola Estadual José Carlos Pinotti, zona norte de Londrina, voltaram a protestar ontem contra a transferência do professor de matemática Edno Mariano dos Santos para o colégio. Houve manifestações ontem pela manhã e à noite. Estudantes ameaçam até deixar a escola. ''A turma da noite vai sair da escola se ele entrar'', declarou um aluno.
Santos foi afastado de uma outra instituição, a Escola Estadual Adélia Dionísia Barbosa, após responder processo administrativo disciplinar por gerenciamento de recursos da Associação de Pais e Mestres, da cantina, uso de quadras da escola e falta de respeito a outros professores.
Alguns pais também se manifestaram e disseram que vão tirar seus filhos da escola caso Santos seja o professor de matemática. A diretora da escola, Maria Luiza Correa Bastos, salientou que colocará seu cargo à disposição caso o Núcleo Regional de Ensino (NRE) mantenha Santos na instituição. ''Como diretora eleita pela comunidade e sabendo que a maioria não quer o professor, eu só posso dizer que fico do lado deles'', justificou.
Para o chefe do NRE, Rony dos Santos Alves, Edno Santos está amparado pela lei. Por ser professor concursado, ele tem direito à vaga. Porém, ele sugeriu: ''Cabe ao professor usar o bom senso. Se ele percebe que não vai desenvolver um bom trabalho seria melhor procurar outra escola''.
Edno Santos declarou que vai dar aulas na escola por ser próxima a sua casa. Ele salientou que pelo fato de terem eleições em novembro para diretor, estaria havendo um ''complô'' na escola contra a sua presença. ''A repulsa dos alunos é instigada pelos professores e pela diretora'', afirmou. Sobre as acusações de agressão, o professor se justificou. ''Como diretor de escola sempre fui exigente com as obrigações que tínhamos e por isso às vezes era obrigado a chamar a atenção. Mas nunca fui mal educado com ninguém''.

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