Quem enfrenta diariamente os longos congestionamentos na Avenida Faria Lima também vai ter de esperar mais um pouco para ver a tão aguardada duplicação se tornar realidade. A obra está entre aquelas que foram suspensas pelo prefeito Alexandre Kireeff, como medida de contenção de gastos.
Nos últimos anos, a expansão da zona oeste de Londrina, com o surgimento de novos bairros, tornou ainda mais complicado o trânsito na Faria Lima, uma das principais vias de acesso à região, onde também fica a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Nos horários de pico, no início da manhã e no final da tarde e início da noite, trafegar pela via é um exercício de paciência.
"Se eles não vão mais duplicar a avenida, que pelo menos coloquem mais sinalização e fiscalização. Pelo menos uma vez por semana ou a cada 15 dias tem batida de carro aqui. Como geralmente são acidentes sem vítimas e com poucos danos, nem sempre os envolvidos chamam a polícia, então muitos não são nem registrados", disse a comerciante Karina Cavalcanti Coelho, proprietária de uma loja de conveniência localizada em frente ao ambulatório do Hospital Evangélico.
"Também precisava instalar radares aqui porque todo mundo vem em alta velocidade e acaba passando direto sobre o quebra-molas, que não tem pintura."
Se a situação é ruim para os motoristas, para os pedestres é ainda pior. Além da falta de calçadas, que dificulta o trânsito de pedestres e os obriga a caminharem pela pista em determinados trechos, quem tenta atravessar a avenida nos horários de maior movimento tem de ter cuidado para não ser atropelado. "Aqui ninguém para. É muito difícil atravessar a rua", disse a técnica em enfermagem Nair Batista da Costa. "Se eu chego para trabalhar às 6h50, eu vou entrar no trabalho às 7 horas porque são dez minutos para atravessar a rua", reclamou a atendente Assucena Santos da Silva.
"A duplicação da (Avenida Presidente) Castelo Branco já está saindo e acho que com o fim da obra, o trânsito aqui na Faria Lima vai melhorar, mas a sinalização é fundamental", reforçou Karina.
Na Avenida Amintas de Barros, onde também estava prevista a duplicação, a demora na execução da obra não deve gerar grandes transtornos, na avaliação do personal trainer Victor Contijo, que trabalha em uma academia próxima ao Zerão. "Aqui tem congestionamento pela manhã, entre 8 e 9 horas, mas é mais rápido. No final da tarde, das 18 às 19 horas, o congestionamento demora mais. Esse é um trecho que o pessoal usa para cortar caminho, só que os congestionamentos já vêm da Avenida Higienópolis e da Avenida Bandeirantes. Acho que alguma obras nessas outras ruas seriam mais necessárias."
A assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que irá conversar com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) sobre o projeto da Faria Lima, mas a equipe da companhia fará uma avaliação do entorno da via para verificar a possibilidade de intervenções no local o quanto antes.

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