Edson MazzettoPrevençãoAções preventivas da Polícia Civil; bloqueios em rodovias e fiscalização em pontos de venda de carros usados, ferros-velhos e oficinas O Conselho Comunitário de Segurança de Cascavel deve solicitar à Superintendência de Seguros Privados do Brasil (Susep) a redução das taxas das apólices de seguro para carros com placas da cidade. O pedido é sustentado no fato do roubo de carros ter sido reduzido em cerca de 85% nos últimos dois anos, segundo dados levantados pelo conselho junto à 15ª Subdivisão Policial (SDP) de Cascavel.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, José Filipon, diz que os registros de roubos de carros são um dos critérios para as seguradoras definirem o preço do seguro, que tem tabelas diferenciadas inclusive dentro de uma mesma região. Muitos roubos significam elevação dos gastos para as seguradoras. Outros critérios são o número de segurados e de acidentes e condições gerais das estradas regionais.
Em Cascavel se juntam várias rodovias estaduais e federais, alimentadoras da BR-277, com pontos críticos em termos de acidentes. Além disso, há a proximidade da fronteira com o Paraguai, para onde são levados com facilidade carros roubados.
Estes fatores e o próprio número roubos em anos anteriores resultaram em taxas de seguro com preço até 35% superior ao de Londrina e Curitiba, por exemplo.
‘‘Em Curitiba são roubados atualmente 400 carros por mês’’, diz Filipon. Ele cita também a cidade de São Paulo, ‘‘com um cada 3,5 minutos’’ para comentar que, apesar disso, o preço nas duas capitais é muito inferior ao de Cascavel, onde a média mensal, nos primeiros cinco meses do ano, é de apenas cinco roubos. Em maio foram roubados quatro carros. Destes, dois foram recuperados. Há três anos, a média mensal de roubos era de 35.
‘‘As tabelas não refletem mais a realidade’’, acrescenta Filipon. Segundo o Conselho Comunitário, seguradoras locais, revendas de carro, despachantes e outros segmentos estão sendo mobilizados para reforçar a reivindicação à Susep porque seus próprios negócios podem ser alimentados, com taxas menores para as apólices.
Uma seguradora local informou que para um carro médio, zero quilômetro, como o Fiat Tipo (que custa R$ 14,5 mil), o preço do seguro é aproximadamente R$ 850,00.

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