O tempo passa devagar para o garoto, que escolheu a mureta da matriz para se postar na mais pura contemplação. Dias lentos, mornos e sem sobressaltos, esses vividos em Rancho Alegre. Diante da arquitetura imponente da igreja, o menino da terra parece pequeno, quase um detalhe. Mas ele cresce quando sonha, pensando no dia em que se tornará um homem e, quem sabe, notado pela multidão que passa. Enquanto sonha e contempla, o menino exerce o ócio, direito e necessidade de criança que se prepara para a vida. (Silvana Leão, de Londrina)

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