Contêiner usado como cela será desativado
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
Maigue GuethsEquipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Civil não sabe qual será o destino do contêiner, que vem sendo usado desde julho do ano passado como cela na Delegacia de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Nos próximos dias, a delegacia ganha um novo prédio, com cinco celas e capacidade total para 20 detentos, e o contêiner será desativado. A princípio, a Secretaria da Justiça, Segurança e Cidadania não planeja reutilizar o contêiner, mas também não há nenhuma garantia de que o equipamento não será usado novamente de forma emergencial em outra unidade.
A utilização do contêiner pela delegacia causou muita polêmica. A Ordem dos Advogados do Brasil- seção Paraná (OAB-PR), a Comissão dos Direitos Humanos e o Ministério Público chegaram a questionar o seu uso, alegando falta de condições para a permanência dos presos. Como dispositivo de segurança, ele funciona bem, mas eu considero desumano manter os presos nessa caixa de ferro, diz o atual delegado de Fazenda Rio Grande, Noel Francisco da Silva.
Hoje a delegacia funciona em uma casa de alvenaria cedida pela prefeitura do muncicípio. Como não haviam celas apropriadas, o contêiner foi adotado de forma provisória. O improviso, no entanto, acabou durando quase sete meses. A delegacia mantém em média 15 presos. O contêiner, com capacidade para seis pessoas, está com oito detentos. Outros dois estão no corredor da delegacia, e sete foram transferidos para a delegacia do município vizinho de Mandirituba, uma vez que não havia mais espaço na atual casa.
O novo prédio está situado em frente à antiga delegacia, ao lado do Corpo de Bombeiros e do posto da Polícia Militar. O espaço físico vai triplicar, diz o delegado. Segundo ele, antes da mudança está prevista a transferência dos presos que já foram condenados pela Justiça. A expectativa é ficar com no máximo oito detentos. As novas celas têm 16 metros quadrados e corredor para circulação entre elas. O delegado acredita que as celas poderão receber até o dobro de sua capacidade sem causar mal-estar aos presos.


