Curitiba - O maior desafio no trabalho de ressocialização dos detentos é fazer com que eles mantenham o contato com a família enquanto cumprem pena. ‘‘Quando eles recebem a sentença, a tendência da família é se afastar. Quando os detentos perdem esse vínculo, a ressocialização fica mais difícil’’, diz a assistente social do Patronato Penitenciário, Jussara Nunes.
Para o detento Anderson José dos Santos, 26 anos, a recolocação no mercado de trabalho e na sociedade pode ser difícil. ‘‘Mas nada é comparado com o que vivemos aqui dentro’’, contou durante a reunião em que recebia as recomendações para liberdade condicional, no Centro de Operações e Triagem da Prisão Provisório de Curitiba, em Curitiba. Ele foi condenado a três anos de reclusão por assalto.
Antes de cometer o crime, Santos trabalhava como carregador de frutas e verduras. Foi demitido e, segundo ele, a situação econômica precária e influências de amigos, o levaram a praticar o assalto. Revela que a experiência na prisão foi assustadora. ‘‘Foram três anos que eu perdi. Não conquistei nada aqui dentro, nem valores.’’ Quando foi preso, a namorada dele estava grávida e hoje ele tem um filho de três anos. ‘‘Quero ficar com meu filho, quero mostrar para ele que não preciso viver do crime.’’(K.M.)

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