Mauricio Della Barba
Da Redação
O estresse, além de ser tratado em grupo, deve ser analisado em cada membro da Polícia Militar. Esse parece ser o caminho para amenizar a enorme pressão psicológica enfrentada pela maioria dos militares na ativa no Paraná. ‘‘Além da pressão interna e organizacional, dentro da corporação, existem outras situações sociais, familiares, particulares de cada policial que contribuem para seu estado de estresse. Por isso, o trabalho em grupo e individual deve ser feito de forma conjunta’’, é o que pensa a psicopedagoga londrinense Rosely Cury, que há mais de dez anos estuda o estresse na sociedade.
Para ela, o problema está associado diretamente à qualidade de vida de cada indivíduo. ‘‘O estresse é a capacidade de resistência que cada pessoa tem sobre as pressões do dia-a-dia. O perfil do trabalho, como no caso de policiais, médicos, enfermeiros de pronto-socorro, entre outros, ajuda a aumentar a carga de pressão’’, salientou.
O contato direto com a violência é outro ponto que faz aumentar o problema entre os policiais. ‘‘São seres humanos em contato direto com a mais pura forma de violência. É essencial que haja um preparo do indivíduo para que ele possa enfrentar o peso do serviço sem prejudicar a sua saúde mental e física’’, relatou.
A psicopedagoga acredita que o estresse já está disseminado em toda a sociedade, arriscando a denominá-la como uma doença ‘‘epidêmica’’. ‘‘O estresse se transformou em uma epidemia e é uma característica da vida atual. Estudos apontam que 90% das doenças são iniciadas pelo estresse, pois enfraquece o sistema imunológico’’, considerou. Os principais sintomas do estresse, segundo a psicopedagoga, podem variar dependendo de cada pessoa, mas basicamente são dores de cabeça constantes, mãos frias, tonturas esporádicas e o desinteresse.
Para Rosely Cury, o estresse pode ser dividido em três partes: identificação, superação e prevenção. ‘‘A maioria das pessoas não sabem se identificar como estressada. Elas vão atrás de ajuda quando o problema já está no seu auge e depois esquecem de prevenir-se novamente’’, disse. O tratamento deve ser feito por um médico e acompanhada por um psicólogo. ‘‘As pessoas devem aprender a lidar com o estresse. Não há cura e sim o controle da pressão, feito pela própria pessoa.’’
A psicopedagoga prega a realização de uma ‘‘higiene mental’’ diária. ‘‘É preciso exercitar mentalmente. Ter o hábito de descarregar os músculos, analisar as situações críticas e procurar resolver os problemas de forma mais branda’’, finalizou.
Rosely Cury, além de psicopedagoga, é também psicomotricista e terapeuta psicossomática e holística. O problema será o assunto de sua palestra, ‘‘Vencendo o Estresse’’, a ser realizada na próxima quinta-feira, dia 24, às 19h30, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), na Avenida Minas Gerais, 297.
O evento é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV) e tem a finalidade de levar até a sociedade alternativas de melhoria na qualidade de vida. O dinheiro arrecadado com a venda dos ingressos – a preço simbólico de R$ 5,00 – será destinado ao CVV. Outras informações pelo telefone (43) 334-3440.

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