O prefeito de Engenheiro Beltrão (32 km ao norte de Campo Mourão), Euclides Saqueti (PPS), disse ontem que a Telepar Brasil Telecom está desrespeitando a população do município ao manter cortadas as linhas telefônicas da prefeitura. Todos os setores da administração municipal estão sem telefone desde segunda-feira.
A prefeitura deve à Telepar R$ 38,9 mil de contas vencidas nos últimos seis meses do ano passado. Saqueti acredita que a medida é injusta porque as contas deste ano vêm sendo pagas em dia. ‘‘A Telepar atendia à prefeitura quando a conta não era paga e agora cortou tudo sem sequer nos avisar antes’’, disse.
O prefeito também reclama que a empresa se recusa a negociar o pagamento da dívida. ‘‘A Telepar só aceita uma entrada de R$ 10 mil e o restante em seis vezes’’, conta Saqueti. ‘‘Não temos condições de pagar isso.’’ A proposta do prefeito foi por um parcelamento da dívida em 36 meses.
O gerente regional de cobrança e arrecadação da Telepar Brasil Telecom, Hélio Paulo Sartori, informou ontem à Folha que a empresa se mantém aberta à negociação, mas que o pagamento da dívida em 36 meses, como quer o prefeito, está fora das normas. Segundo ele, 36 meses é prazo de financiamento. ‘‘A Telepar é uma empresa de telefonia e não uma financeira’’, ressaltou.
Sartori confirmou que, ‘‘em princípio’’, as condições de pagamento dos débitos em atraso são de 30% da dívida de entrada e o restante divididos em seis vezes. Ele disse que a Telepar avisou à prefeitura, no ano passado, que o serviço poderia ser cortado por falta de pagamento.

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