Londrina - As regiões Norte, Noroeste e Oeste são mais preocupantes no Estado com relação à dengue. Na área da 17ª Regional de Saúde (RS) de Londrina, os maiores taxas de infestação acumulados este ano estão em Primeiro de Maio, Alvorada do Sul e Porecatu, apontou Ricardo de Oliveira, enfermeiro do setor de Epdemiologia da RS. Nos 21 municípios de abrangência, foram notificados 18.135 casos, sendo 3.417 confirmados. "Já não temos municípios em situações de epidemia, mas o monitoramento continua", explicou.
Na Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), em Curitiba, a preocupação é de zerar o quanto antes os casos confirmados para que o vírus não chegue com força no verão. De acordo com o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Ronaldo Trevisan, o frio afeta mais as larvas no criadouro, mas o mosquito pode se esconder. "O frio diminui a circulação do mosquito e isso aumenta a vida deles de 45 para 60 dias, em média", detalhou.
Trevisan contou que o panorama de registro de casos confirmados no segundo semestre é relativamente novo. Antes de 2007, todos as notificações do período eram negativadas pelos exames laboratoriais. "Hoje podemos afirmar que a dengue é uma doença endêmica no Estado, com contaminações durante todo o ano. Existe a sazonalidade, com maior incidência de janeiro a junho".
O último relatório da Sesa, que leva em conta o período de agosto do ano passado até 3 de junho deste ano, apontava 44.228 casos confirmados, 42.241 autóctones e 1.987 importados, com 17 mortes. Um novo estudo deve ser divulgado nas próximas semanas, garantiu Trevisan. (C.F.)

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