A coordenadora do comitê e gestora ambiental da Unidade de Serviço de Educação Ambiental (Usea) da Sanepar, Andréa Fontes, ressalta que a exploração de poços sem outorga aumenta o risco de contaminação de aquíferos. "Quando alguém perfura um poço artesiano, faz com que a perfuratriz passe obrigatoriamente pelo lençol freático. Esse lençol freático, historicamente, já foi utilizado para o abastecimento da cidade, mas quando a água desse poço secava, o buraco era usado como fossa séptica. Na movimentação do solo, esse material das fossas poderia, em tese, chegar ao lençol freático", alerta.
Andréa destaca que a Sanepar tem a preocupação com a qualidade, independentemente da fonte utilizada, seja do Serra Geral, seja do Guarani. "Muitos desses poços não outorgados não fazem o devido acompanhamento da qualidade dessa água e seus usuários podem estar bebendo uma água que pode não estar devidamente potável",afirma.
Everton Souza, do Instituto das Águas do Paraná, diz que essa possibilidade é remota. "Por isso a gente insiste na regularização das perfurações. Se os poços forem construídos com critérios técnicos adequados, há isolamento sanitário da porção superior onde se encontram essas fossas sépticas. Essa preocupação não deve ser somente para fossas sépticas e precisa ser direcionada também para outras fontes de poluição, como vazamentos de poços de combustível ou eventuais depósitos de lixo", enumera.(V.O.)

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