Um surto de rotavírus está assustando moradores e autoridades de saúde em Paranavaí, Noroeste do Estado. Em apenas uma semana, os postos de saúde da cidade atenderam 277 pessoas e uma criança de um ano e meio morreu com a doença. A Secretaria de Saúde do município informou que pelo menos 10% dos casos atendidos são reincidentes, e que 250 já foram confirmados. Segundo a enfermeira Edna Arrotéia, chefe da Vigilância Epidemiológica, o laudo sobre a morte da criança aponta desnutrição como causa. Mas ela não descarta que o rotavírus tenha contribuído para o óbito. Em Londrina as autoridades de saúde também verificaram um aumento na incidência de contaminação por rotavírus nos últimos dois meses.
A criança é de uma família de seis irmãos e a mãe está grávida do sétimo filho. Segundo Edna, a desnutrição estava sendo tratada pela saúde pública. Na noite de quarta-feira da semana passada a criança apresentou vômito e desinteria. A mãe procurou o posto de sa© úde na manhã do dia seguinte. Edna disse que ‘‘a criança chegou em óbito no posto’’.
Dos 250 casos confirmados, apenas 16 pacientes tiveram que ser internadas. ‘‘Na maior parte dos casos o paciente deve mesmo ficar em casa de repouso’’, explica Edna. Além do repouso o tratamento exige apenas a reposição do líquido perdido nas fezes, que é feito com soro oral. ‘‘Só mesmo em casos graves o paciente recebe soro intravenoso.’’ Qualquer tipo de medicamento deve ser evitado. Principalmente antibióticos, que podem agravar a diarréia. O vírus é eliminado naturalmente pelo organismo.
A Secretaria de Saúde está orientando os moradores, através da imprensa, para que procurem um posto de saúde nos casos que apresentem vômitos e diarréias. Mesmo em adultos. Edna explica que a literatura a respeito do rotavírus não é clara sobre a contaminação de adultos, mas existem casos onde os filhos passam o vírus aos pais. ‘‘O tratamento de adultos é o mesmo’’, explicou. O ciclo da doença dura de três a cinco dias. Depois que os sintomas desaparecem, a pessoa pode suspender o soro.
Crianças, principalmente os bebês mais fracos, devem evitar locais com aglomeração de pessoas. ‘‘Já avisamos as escolas e creches para evitar a presença de crianças com sintomas’’, disse Edna. O vírus, que se prolifera com mais facilidade no inverno, é transmitido pela saliva, pelas fezes e pelo ar. Entre os principais cuidados para evitar a contaminação estão hábitos de higiene como lavar sempre as mãos depois de usar o banheiro e antes das refeições, lavar os alimentos, e deixar os alimentos crus em uma solução de água e vinagre ou hipoclorito de sódio por meia hora.

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