Contágio é maior no local de trabalho
Albari RosaVitamina C e camaGuilherme Duschenes, derrubado pela febre, ficou em casa embaixo do cobertor e vendo televisão, em pleno dia de trabalho
Não há como evitar totalmente a gripe. Pode-se pegar a doença no ônibus, no banco ou no trabalho. O diretor comercial da indústria de móveis Flexiv, Laércio Zukovski, de 30 anos, começou a sentir os sintomas da gripe há uma semana. Na sexta-feira, aguentou trabalhar apenas meio período. ‘‘Estava com dor de cabeça e dor no corpo. Não conseguia andar e nem pensar direito’’, diz. Agora, Zukovski está melhor, mas acabou espalhando a gripe pela área em que trabalha.
O dono da indústria, Ronaldo Duschenes, de 54 anos, ficou mal no domingo. ‘‘Para um empresário, é muita sorte ficar doente no final de semana’’, diz. O filho Guilherme, de 22 anos, que também trabalha na Flexiv, não teve a mesma sorte. Ficou doente bem no meio da semana. Ontem, ele estava em casa com febre, ‘‘embaixo do cobertor e vendo televisão’’.
Apesar de gripado, o arquiteto e guitarrista da banda Camarah, Jefferson de Geus, de 26 anos, não deixou de ir ao escritório ontem. ‘‘A gripe atrapalha um pouco para trabalhar. Parece que você está sempre com sono e indisposto’’, diz. Mas o mal-estar, que começou na segunda-feira, já estava dando sinais de melhora. ‘‘Acho que peguei gripe do baterista da minha banda. A gente ensaia sempre em lugar fechado e isso facilita a transmissão.’’ (A.C.)

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