Uma surpresa desagradável marcou o recebimento do talão de água por alguns usuários da Sanepar de Londrina no início do mês. Acostumados a gastar a mesma média mensal do produto, eles foram surpreendidos por aumentos de até quase 100% no consumo e na conta emitida pela companhia.
A comerciante Elaine Cristina Vitorelli Pereira, 31 anos, moradora do Jardim Coliseu (Zona Norte), atribuiu à troca do hidrômetro o aumento no consumo de sua residência. Segundo ela, o aparelho foi substituído em dezembro pela companhia de abastecimento. ''No talão de março, o consumo aumentou de 19 metros cúbicos para 41 metros'', reclamou ela, que garante não haver vazamentos no sistema hidráulico da casa.
Na residência dos pais de Elaine, que moram no conjunto Semíramis (Zona Norte), não houve troca de hidrômetro mas o gasto também aumentou significativamente. O técnico em arte composição Jesuíno Vitorelli, 50 anos, afirmou que seu consumo passou da média de 11 metros para 19 metros cúbicos em março. ''O aumento assustou porque somos só eu e minha mulher em casa'', disse.
Seu vizinho, o borracheiro Pedro Manarin, 47 anos, reclama do mesmo problema. O consumo médio de 11 metros cúbicos mensais passou para 18 metros. ''Essa despesa a mais pesa porque o nosso orçamento é apertado'', comentou ele.
O gerente da Sanepar na região metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls, afirmou que os usuários ouvidos pela Folha representam casos pontuais de aumento no consumo e não indicam que haja problema no sistema geral de aferição da Sanepar.
Ele orientou os reclamantes a verificarem se não há pontos de vazamento nas casas. Outro motivo para o aumento é que hidrômetros com peças desgastadas não fazem a medição correta. ''Quando o equipamento é trocado, passa a medir corretamente o gasto, surpreendendo os usuários '', afirmou, lembrando que, no mês de março, também passou a valer o reajuste de 7,4% nas tarifas.
O coordenador do Procon em Londrina, Gerson da Silva, informou que reclamações sobre contas de água são recorrentes no órgão. Principalmente nos meses mais quentes do ano, a despesa extra é relativa a aumento real de consumo. Outra causa é a adaptação a novos hidrômetros. Ele citou também que erros por parte do leiturista podem ocasionar diferenças na cobrança.

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