Consumo de carne sem
inspeção chega a 20%
A Vigilância Sanitária de Londrina não tem número e dados oficiais sobre o volume de abates clandestinos na cidade. Mas, segundo o gerente do órgão, o médico veterinário Antônio Tadeu Sisti, a hipótese com que trabalham é de que 20% da carne consumida em Londrina venha de abates sem inspeção. ‘‘Hoje, as denúncias que chegam até nos dão conta que a prática ainda é mais comum na periferia do que no centro de Londrina’’, explicou.
Apesar disto, Sisti afirma que a situação melhorou muito a partir de 1995, quando a Vigilância Sanitária foi municipalizada. ‘‘Nesta época, houve uma intensificação na fiscalização e, consequentemente redução no volume de carne clandestina comercializada na cidade’’, afirmou. Porém, o veterinário não descarta a possibilidade de que carne sem inspeção continue a ser muito comercializada na cidade. ‘‘O problema é que, depois de beneficiada, é impossível distinguir uma carne inspecionada de outra sem inspeção’’, afirmou.
O perigo do consumo de carne clandestina é, segundo Sisti, a possibilidade de transmissão de doenças, que vão de zoonoses a doenças infecciosas. ‘‘Mesmo que o gado abatido seja sadio, o manuseio e transporte sem as mínimas condições de higiene contaminam a carne’’, afirmou. O risco de transmissão de doenças é reduzido se a carne for bem cozida. (T.E)

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