Toledo - A Associação Brasileira Vida Nova (Abravin), formada por consumidores lesados pelo CRT Viver & Viver, entrou com uma ação no Fórum de Toledo. A ação, subscrita por 345 pessoas, pede a rescisão contratual acumulada e a devolução dos valores pagos na aquisição dos bônus, os quais variam de no mínimo R$ 150,00 e no máximo R$ 5 mil por pessoa. A empresa é acusada de ser responsável pela organização de uma pirâmide de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 15 milhões.
A ação foi encaminhada pelo advogado da entidade, Marcos Antônio Isidoro, acompanhado de Clarice Richetti, ex-supervisora da empresa, que ajudou a formar a associação de lesados. Segundo ela, cerca de 70 mil brasileiros adquiriram os bônus na forma de seguro e aguardam a restituição dos valores prometidos. A promessa era de que uma cota de R$ 150,00, pudesse render até R$ 109 mil para a pessoa.
O advogado espera que os denunciados sejam condenados em processo criminal e os autores da ação tenham os seus recursos investidos devolvidos. Clarice Richetti observa que as pessoas que trabalharam no projeto confiavam na idoneidade da empresa, que começou a funcionar em 1998, com o nome de Jocker, trazida de um grupo alemão.
De propriedade de Romilda Zielke, Carmem Heck Lunkes e Terezinha Bouflenher Zielke a proposta do Jocker foi nacionalizada com a criação da CRT Viver & Viver, que incluía a venda de seguros e de uma revista. As duas empresas tiveram suas contas bloqueadas pela Justiça em junho do ano passado. O bloqueio foi concedido após solicitação do Ministério Público que investiga o suposto golpe.
Clarice Richetti ressalta que existiam 237 pontos de apoio espalhados em várias partes do País, 20 supervisores e 50 franquias, aos quais os consumidores recorreram em busca de informações. Ela conta que estas pessoas investiram recursos próprios nas estruturas que montaram e recebiam comissões pelas vendas. ‘‘São pessoas que tiveram prejuízos financeiros e morais’’, frisa.
O advogado Marcos Antônio Isidoro afirma que os consumidores lesados que quiserem entrar com ação na Justiça poderão procurar a entidade, com sede em Curitiba, através do telefone (41) 354-7774. Os interessados deverão informar o RG, CPF e documento que vincule a pessoa com a empresa, através de recibo ou comprovante de entrada no sistema

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