Consumidores temem os excessos
Não são apenas as entidades ligadas ao setor de medicamentos que demonstram preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão nº 7/2002. Consumidores ouvidos pela FOLHA sentem-se temerosos com os riscos da automedicação. ''Por um lado até seria bom porque a gente teria mais opções de locais para comprar remédio, iria ficar mais prático. Mas por outro, as pessoas poderiam se prejudicar consumindo muito. Seria perigoso'', opina a atendente de telefonia Jessica Clésio Calefe.
Para o assistente editorial Ednaldo Vasconcelos, supermercados e lojas de conveniência são locais ''totalmente inadequados'' para vender remédios. ''Quem trabalha nestes lugares não tem formação técnica e profissional para orientar os consumidores quanto ao uso de remédios. Além disso, acho que pode abrir caminho para determinadas irregularidades, como a venda indiscriminada de remédios que exigem prescrição médica'', aponta Vasconcelos.
O gerente de farmácia Denilson Júlio de Ávila, com 31 anos de experiência atrás do balcão, lembra que mesmo os remédios aparentemente inofensivos, não 'tarjados', podem ser prejudiciais à saúde se consumidos em excesso e sem orientação. ''Aqui, muitas vezes, recomendamos que o cliente procure um médico antes de adquirir determinado produto. As farmácias estão estruturadas para também fornecer informação e responsabilidade. Será que os supermercados também estarão?'' (S.L.)





