Consumidor vai às papelarias no domingo, véspera de volta às aulas
Com as lojas abertas das 9 às 17 horas, famílias tiveram tempo para pesquisar e comprar alguns produtos que faltavam para completar a lista
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domingo, 02 de fevereiro de 2025
Com as lojas abertas das 9 às 17 horas, famílias tiveram tempo para pesquisar e comprar alguns produtos que faltavam para completar a lista
Walkiria Vieira 

O primeiro domingo do mês de fevereiro e o início das aulas nesta segunda-feira (3) foram motivos que levaram várias famílias às papelarias de Londrina para comprar todos os itens ou apenas finalizar a lista de material escolar para o ano letivo de 2025.
Com as lojas abertas das 9 às 17 horas, neste domingo (2), a oportunidade foi bem aproveitada pela social media Fernanda Villa, 46 anos. Moradora da região oeste de Londrina, Villa estava com o marido Marcelo e filho caçula, Guilherme - que irá ingressar no último ano da educação infantil, antes do ensino fundamental.
Ativo e observador, Guilherme escolhe um modelo com tema de Games e a família reconhece que ele sabe se comportar na hora da compra, por isso não há motivo de não levá-lo junto. "Queríamos uma mochila até mais chique, mas ele escolheu essa e é um item que investimos um pouco mais, pois buscamos conforto, qualidade e por ser um artigo comprado apenas uma vez por ano", pensa.
Negociação
Antes de concretizar a compra, a família esteve em uma outra loja do centro presencialmente e ficou contente pela negociação, o conforto da papelaria e também por estar aberta em um domingo. "Preferimos vir de manhã mesmo e daqui vamos pegar a estrada e almoçar com a família em Cornélio Procópio", comenta.

Moradora de Londrina, a merendeira Marcela Bicker, 41 anos, também considerou uma opção ótima a abertura das papelarias no último domingo. "Durante a semana é mais complicado para mim e eu me lembrei que no ano passado abriu e decidi vir", relata. A filha dela, Manuela, irá cursar o 1º ano do ensino fundamental em 2025. A menina escolhe uma mochila cor-de-rosa e estampa o sorriso no rosto diante do apoio dos pais.
Professora da rede estadual de ensino, Tânia Tixilliski, 41 anos, é moradora do município de São Jerônimo da Serra e explica que compensa fazer a compra de material escolar em Londrina, apesar da distância de 94 quilômetros de Londrina. "Em casa são três estudantes. O de 18 vai começar a faculdade, o de 14 o ensino médio e de sete, o Arthur, vai iniciar o 1º ano do fundamental", aponta para o caçula.
Com uma caixa de lápis de cor nas mãos, Arthur quer também uma mochila de personagem com o qual se identifique. A primeira escolha, com estampa de jogo de tiros foi desaconselhada pela mãe. Entre tantas personagens divertidas e heroicas, encanta-se entre as tantas variedades. "Nossa compra é para complementar o material. No caso do meu filho adolescente, ele confia na minha escolha e já sei que quer algo de qualidade, neutro e de preferência preto", sorri. "Aluno do Estado, ele também recebe o material, mas não a mochila", explica.
Vendas e revitalização do centro
Com a loja aberta, a proprietária da Papelaria Estrela, Ivonete Chiavelli considera que as vendas poderiam estar bem melhores. "As vendas caíram muito por conta de os alunos estarem recebendo o material escolar nas escolas. Eu e demais proprietários de papelarias de Londrina não somos contra o material gratuito aos alunos, mas a maneira como está sendo conduzida a compra desses materiais", lamenta.

A comerciante explica que a proposta feita ao novo prefeito visa valorizar os comerciantes locais. "Em outros estados já existe um cartão-estudante que o aluno recebe para adquirir o material escolar. Com este cartão, as papelarias teriam condições de fornecer o material e a arrecadação de impostos ficaria para o município", ratifica.
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A comerciante explica que a maioria dos consumidores busca acessórios como estojos, uma caneta especial e itens que conferem mais identidade ao estudante, como é o caso das mochilas. "Buscam os itens fofos de papelaria como uma caneta, estojo. Felizmente, recebemos os consumidores de cidades menores que não possuem um comércio grande como Londrina e já se tornaram fiéis também porque sabem que temos qualidade e preços bons", afirma.
Para Chiavelli, outro ponto que merece ser discutido ao movimento e as vendas no comércio de rua é a revitalização da área central. "Estamos otimistas que as pessoas voltem a circular e a fazer compras no centro da cidade e que a nova gestão municipal siga com esse olhar, pois eu invisto até em carro de som para atrair meu público e sabemos que essa é uma grande necessidade em Londrina".


