Da Redação
O técnico em informática, Eliezer Rien, de Londrina, está indignado com a Copel porque seu pedido de ressarcimento foi negado. Ele teve um videocassete queimado durante um ‘‘pico’’ de energia, mas a Copel alegou que não poderia pagar indenização porque o problema foi provocado por um pássaro – ‘‘uma ação da natureza que foge aos controles da companhia’’.
‘‘Isso é um absurdo, como eles podem saber que foi um pássaro que provocou?’’, questiona Rien. Ele recebeu ontem carta da Copel informando que o pedido de ressarcimento foi indeferido. ‘‘A minha primeira reação foi de rir.’’
Segundo Rien, o problema aconteceu no dia 13 de outubro. Ele levou o equipamento para conserto, o que custou R$ 69,00. ‘‘O problema não é o prejuízo financeiro, mas o que me deixa indignado é o motivo alegado pela Copel.’’
O gerente da unidade de distribuição da Copel, Oscar Avila Durães, confirmou que um curto-circuito provocado por um pássaro causou o problema todo. Segundo ele, uma ave foi encontrada no local do acidente. ‘‘Não temos controle sobre isso (uma ação da natureza), é diferente de um problema envolvendo a manutenção’’, observa. Segundo ele, acidentes com aves não são comuns.

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