Consumidor quer mais informação
As críticas ouvidas de especialistas se confirmam nas ruas: os consumidores sabem que pilhas e baterias são poluentes mas reclamam que não têm informação sobre onde podem descartar estes produtos depois do uso.
A FOLHA saiu às ruas para questionar a população sobre o assunto e se deparou com a bibliotecária Leda Maria Araújo, 30 anos. Preocupada com as questões ambientais, ela comenta que em relação à bateria de celular, por exemplo, sempre troca na loja em que adquire um aparelho novo. Mas, por outro lado, confirma que consome mais pilhas hoje do que há alguns anos e não sabe se o que faz é o mais correto. ''Sempre acabo colocando as usadas junto com os reciclados, porque acho que o pessoal das ONGs vai dar a destinação correta'', aponta. Ela reforça que conhece a toxicidade deste tipo de lixo mas critica que falta orientação para o consumidor.
A mesma reclamação também é feita pelo pintor Wiliam Almeida, 23. ''As baterias de celular eu troco na loja mas as pilhas ninguém pega e eu acabo destinando para a coleta seletiva. Já ouvi dizer que tem lugares apropriados para levar não sei quais são'', fala, dizendo que as indústrias deveriam fazer campanhas educativas.
O trabalho como enfermeira possibilitou maior acesso à informação. Sabendo dos riscos, Silvia de Melo Brochado não permite que os filhos joguem pilha no lixo nem descarta as usadas junto com o lixo reciclável. Mas ainda assim, precisou contar com a boa vontade de sua operadora de telefonia celular que aceitou pilhas velhas junto com a bateria usada do seu aparelho. Mesmo assim, ela critica que não tem certeza de onde levar as pilhas descarregadas. ''Eu vou acumulando em casa até descobrir um lugar que as aceite'', conclui. (L.A.)





