O advogado Omir Miranda, de 64 anos, fez um protesto ontem, no centro de Curitiba, em frente à concessionária Dipave, que comercializa veículos General Motors. O objetivo, segundo ele, foi mostrar sua indignação enquanto consumidor lesado pela compra de um carro da marca que apresentou vários problemas. A concessionária substituiu o carro por outro igual, mas o veículo, afirma, apresenta defeitos semelhantes.
Segundo nota divulgada ontem pela General Motors do Brasil, o caso está sendo discutido junto à Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e poderá ser desdobrado judicialmente. A multinacional afirma que formulou várias hipóteses de acordo, mas que todas foram recusadas pelo cliente.
Miranda reclama da ‘‘imperícia’’ dos técnicos da concessionária e da ‘‘falta de boa vontade por parte dos representantes da marca.’’ Ele conta que comprou um Ômega CD, motor 4.1, em junho de 1997, por R$ 43 mil, e que o carro apresentava diversos problemas, como pane no computador de bordo e bateria, soltura do protetor do capô, trepidamento de vidros e portas e sistema de frenagem, folga na direção e vazamento no sistema hidráulico. ‘‘A concessionária reconheceu os defeitos e substituiu o carro por outro do mesmo modelo no início deste ano, mas o veículo também apresenta irregularidades’’.
Depois de examinar o segundo carro, a concessionária afirmou que os defeitos tinham sido causados por uso de gasolina de péssima qualidade. ‘‘Um laudo do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) provou que não havia nada de errado com o combustível utilizado’’, rebate Miranda. A empresa, de acordo com o cliente, propôs a troca do motor ou a substituição por outro carro igual. Acenaram, depois, com a possibilidade de oferecer uma Blazer, mas usada. Miranda recusou.
A nota da montadora informa que Miranda ‘‘vem recebendo a melhor das atenções’’ por parte da General Motors do Brasil e da Dipave e que ele poderá ser responsabilizado por danos à imagem da montadora e da concessionária.

mockup