Consumidor atento na hora das compras
Na hora de comprar cigarros e bebidas, alguns cuidados simples evitam que o consumidor leve ''gato por lebre'', ou seja, que compre um produto falsificado achando que é original. Segundo Rodolpho Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), uma dica é dar preferência às garrafas fechadas, além de conferir o lacre e o rótulo. Um teste simples pode demonstrar a origem do produto. É só virar a garrafa a 45 graus e chacoalhar. A espuma tem de durar de oito a dez segundos, no mínimo. Se desmanchar antes disso, o produto é falso.
Com relação ao cigarro, são as altas taxas de impostos, que chegam a 78% do valor do produto, que incentivam o contrabando do Paraguai. O país vizinho é a principal fonte dos ilegais, tanto que conta com 36 fábricas e um mercado infinitamente menor do que o brasileiro, enquanto o Brasil conta com apenas 18.
A verificação da autenticidade do cigarro também é simples. Basta conferir o maço, que obrigatoriamente deve contar com o lacre e selo do Ministério da Fazenda. E não pode ter inscrições em espanhol.
De acordo com Ramazzini, a redução da entrada e fabricação de produtos falsificados no Brasil é resultado de constantes operações policiais. Ele afirma que o País teve um pico de falsificação de bebidas alcóolicas 15 anos atrás. Depois disso, diversas destilarias clandestinas foram fechadas nos últimos anos. As operações também já flagraram falsificação de cerveja, na qual os rótulos são trocados por outros de uma marca de maior valor. (F.R.F.)





