Consulesa da Bolívia faz visita a feridos
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sábado, 03 de setembro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Parte do grupo de bolivianos que sofreu acidente na madrugada da última quarta-feira deve seguir para São Paulo nos próximos dias. A informação é da consulesa da Bolívia, Míriam Orelana de Tarifa, que chegou ontem à Arapongas (37 km a Oeste de Londrina). O acidente ocorreu na PR-444, no trevo de acesso a Arapongas, e quatro pessoas morreram.
Ela explicou que a maioria vai tentar resolver problemas familiares e questões financeiras, e depois todos vão voltar à Bolívia. O transporte, segundo ela, deverá ser negociado com a mesma empresa que os trouxe do país vizinho, a Aruama Turismo, de Foz do Iguaçu. ''Cada caso é uma história, tem pessoas que vão ver o filho, ou tem parentes com problemas de saúde, ou vão pagar dívidas'', explicou.
Enquanto isso, a consulesa tenta achar solução para inúmeras situações. A mais dramática é o caso de duas mulheres, Ruana Espindola, de 25 anos, e Lurdes Antonia Salinas, de 30 anos, que tiveram um dos braços amputados. Elas permanecem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João de Freitas. ''A situação é muito preocupante, vou consultar um advogado para saber o que pode ser feito'', disse.
Segundo ela, os jovens, a maioria com idade entre 18 e 25 anos, entraram no Brasil na condição de turista. ''A maioria tem passaporte e carteira de identidade. Alguns casos de passaportes perdidos (durante o acidente) serão providenciados'', afirmou. No entanto, no dia do acidente, segundo um levantamento da Polícia Federal, somente cinco bolivianos tinham passaporte carimbado pelo órgão em Foz do Iguaçu.
A consulesa agradeceu a ajuda que seus conterrâneos vêm recebendo na Casa Sagrada Família, um abrigo mantido por fiéis da Renovação Carismática Católica de Arapongas.


