Curitiba A Agência Consular da Suíça no Paraná está com dificuldades em identificar o corpo da publicitária Cristine Pinzon Keller, 34 anos, que foi assassinada na semana passada em Curitiba. Ela e o namorado brasileiro, Cristiano Henrique Bande Camilo, foram mortos por um amigo de infância de Cristiano, que já está preso.
A agência consular precisa da identificação oficial para providenciar o traslado do corpo de Cristine para Zurique, na Suíça, onde residia. O corpo de Cristiano foi identificado pelas impressões digitais, e já foi retirado por familiares para ser enterrado. Mas o de Cristine permanece no Instituto Médico Legal (IML), em Curitiba.
O consulado entrou em contato com a família de Cristine, ontem, para providenciar exames da arcada dentária dela. Essa é a única forma possível de identificação porque não será possível identificar o corpo pelas impressões digitais, porque na Suíça não é comum as pessoas tirarem impressões digitais.
De acordo com o consul honorário no Paraná, André Larsen, será avisado do crime o ex-marido de Cristine e os pais dela, que têm idade bastante avançada. Segundo Larsen, Cristine tinha dupla cidadania, suíça e italiana. Mas como ela nasceu, casou com um suíço e morava na Suíça, o país será responsável pelo traslado do corpo.
O Comando de Operações Policiais Especiais (Cope), que comanda as investigações do assassinato do casal, ainda não prendeu a terceira pessoa envolvida no crime, que seria Claudio Chaves. Segundo depoimento de Jean Francisco Schamposki Macedo, 26 anos, que confessou a autoria do crime, ele foi auxiliado por Claudio.
O delegado do Cope, Vinicius Augustus de Carvalho, encarregado do caso, revelou que o exame de necropsia apontou que Cristiano não morreu ao ser golpeado com a barra de ferro. Mas sim, ao ser asfixiado com o saco plástico colocado em sua cabeça.

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