Consulado brasileiro paga apenas defesa de presos indigentes
Consulado brasileiro
paga apenas defesa
de presos indigentes
A defesa de Ademir dos Santos só poderá ser feita por um advogado pago pelo Consulado do Brasil em Ciudad del Este caso sua família consiga provar que não tem dinheiro para contratar um profissional por conta própria. A verba para a assistência judicial é pequena e os casos são muitos, disse à Folha o cônsul Isnard Penha Brasil. Apenas na prisão de Ciudad del Este há cerca de 90 brasileiros presos.
Silvânia Custódio dos Santos, 24 anos, irmã de Ademir, disse ontem que o advogado José Amilcar Talavera, que presta serviço para o consulado, pediu US$ 10 mil (cerca de R$ 20 mil) para defender o preso brasileiro.
Talavera desmentiu as afirmações de Silvânia. O cônsul disse que, mesmo que tivesse ocorrido, o pedido de pagamento teria sido legal. Pagamos a ele por serviços prestados a indigentes, o que não o impede de defender clientes não custeados pelo consulado, cobrando por isso.
Devido ao valor supostamente cobrado por Talavera, Santos o destituiu como seu representante e contratou outros dois profissionais paraguaios, por R$ 3,5 mil. Anteontem, ele foi ouvido no Fórum de Ciudad del Este. Uma comissão do Movimento Nacional dos Direitos Humanos esteve ontem na cidade para tentar obter a libertação do preso. (V.D.)





