Consulado alemão pode fechar no PR
Maigue Gueths
De Curitiba
O fechamento do Consulado da Alemanha no Paraná, com jurisdição também em Santa Catarina, pode ser confirmado nos próximos dias. Por medidas de contenção de despesas, o governo alemão decidiu fechar 20 unidades diplomáticas em todo o mundo. Entre elas está o consulado sediado em Curitiba. A medida ainda será levada para apreciação do parlamento alemão, o que pode acontecer até o final deste mês.
A cônsul geral no Paraná, Rose Lassing, acredita que o fechamento do consulado deve acontecer ainda este ano, caso o parlamento ratifique a decisão do governo alemão. O governo alemão também está com dificuldades em seu orçamento nacional, fazendo economia em todos os ministérios, e por isso serão cortadas várias embaixadas e consulados, diz Lassing, que está há um ano no consulado em Curitiba. Nós ficamos tristes com isto, diz.
No Paraná e Santa Catarina existem, hoje, cerca de 2,5 milhões de alemães e seus descendentes. Caso o consulado venha a ser extinto, estas pessoas terão de ir a São Paulo, se necessitarem dos serviços do órgão.
Segundo a cônsul, a procura pelo consulado acontece principalmente para obtenção de passaporte, informações sobre direitos à cidadania alemã, além de apoio social e de informações econômicas e culturais. Os alemães, segundo ela, também procuram o órgão para saber sobre a situação econômica do Brasil, como investir, como comprar e como viver no Paraná.
O consulado de Curitiba, que funciona desde 1953, é o único em todo o continente americano que pode ser alvo do corte. Além de Curitiba e São Paulo, existem representações diplomáticas da Alemanha no Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Para o diretor da Siemens e presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Hans Gerhard Schorer, o fechamento do consulado representará uma grande perda para o Paraná e Santa Catarina, uma vez que a Alemanha é o principal investidor estrangeiro e parceiro comercial nestes estados. Várias empresas alemãs vieram para o estado inclusive porque teriam o consulado para apoiá-las, diz.
Para reverter esta situação, a Câmara já entrou em contato com empresários, industriais e autoridades para que enviem correspondências aos parlamentares e ao governo alemão pedindo que reconsiderem esta decisão.





