Cônsul visita hoje presos brasileiros
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terça-feira, 27 de maio de 1997
Valmir Denardin, de Foz do Iguaçu 
Ney de SouzaAcusadosOs PMs catarinenses Gilberto (esquerda) e Vitalino Lopes, na Penitenciária de Ciudad del Este Os cerca de 100 brasileiros que estão presos na Penitenciária de Ciudad del Este, cidade paraguaia que faz fronteira com Foz do Iguaçu, receberão hoje conjuntos de moletom e camisas. As roupas foram compradas pelo Consulado do Brasil em Ciudad del Este.
O cônsul geral na cidade, Ernesto Ferreira de Carvalho; o cônsul-adjunto, Dijalma Mariano da Silva; e o advogado do consulado, José Amílcar Talavera Maciel, visitarão o presídio às 10 horas (11 horas no Brasil). Além de entregar as roupas, eles conversarão com os presos brasileiros para avaliar suas condições de saúde, alimentação e o andamento dos processos penais.
Constatamos que alguns presos que foram libertados por intermédio do consulado apresentavam sintomas de tuberculose, informou o cônsul-adjunto. Vamos checar como está o atendimento médico oferecido pela penitenciária e ver se os presos necessitam de remédios.
Localizada em Ciudad del Este - a segunda maior cidade paraguaia -, a Penitenciária Regional de Alto Paraná e Canindeyú recebe presos desses dois departamentos (o equivalente a Estados). A exemplo de presídios brasileiros, a penitenciária está superlotada. Abriga cerca de 600 presos, quando sua capacidade é para 200 homens.
Segundo o consulado, cerca de 100 brasileiros estavam detidos no local ontem. É a penitenciária estrangeira com mais presos brasileiros. Mariano disse que as principais reclamações deles são em relação a comida - de baixa qualidade e diferente da brasileira -, maus tratos e demora na tramitação dos processos na Justiça paraguaia.
De acordo com o cônsul-adjunto, muitos brasileiros estão presos no Paraguai há anos e ainda não foram julgados. Em dois anos, o consulado conseguiu libertar cerca de 100 brasileiros na penitenciária de Ciudad del Este. Nosso advogado está analisando os processos para ver se é possível libertar mais presos brasileiros, afirmou.
O consulado vai entregar hoje 108 conjuntos de moletom e o mesmo número de camisas. Segundo Mariano, o dinheiro utilizado na compra do material (R$ 2 mil) é proveniente do Fundo de Assistência Consular. Somente este ano, já gastamos R$ 5 mil para comprar cobertores e colchonetes, disse.


