Consul quer ampliar participação
Consul quer ampliar participação
O Conselho de Saúde da Região Sul de Londrina (Consul) está reivindicando uma participação mais efetiva da população junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme preconiza o próprio sistema, segundo o presidente do Consul, Nelson Cardoso. Ele está de acordo com o cardiologista e presidente do comitê de ética da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do comitê de bioética do Hospital Universitário de Londrina (HU), o cardiologista José Eduardo de Siqueira, que afirmou que a comunidade londrinense precisa sair às ruas e exigir um tratamento digno de Saúde.
A comunidade organizada não pode deixar o SUS nas mãos apenas do gestor (Secretaria Municipal de Saúde) e dos prestadores (hospitais credenciados), entende Cardoso. Por isto, ele defende a democratização do Conselho Municipal de Saúde, o que implica em aumento de conselheiros e eleição dos representantes por segmento na conferência municipal; controle social com participação paritária dos segmentos envolvidos e auditoria no Fundo Municipal de Saúde (FMS).
Queremos a auditoria porque a União manda a verba para pagamentos dos prestadores R$ 4 milhões direto para o fundo. Queremos saber quanto está sendo repassado para os hospitais, já que o HE alega ter prejuízo, diz Nelson Cardoso.
Estas reivindicações e mais a exigência de que o município tome providência no caso do descredenciamento do pronto-socorro do HE, com base em leis, foram colocadas em documento apresentado, ontem à noite na Vila da Saúde, em reunião com representantes da comunidade organizada conselhos regionais e locais de Saúde Conselho Municipal de Saúde, promotoria de Defesa e Garantia dos Direitos Constitucionais.
Se não tivermos sucesso nesta reunião iremos organizar a população e iremos para as ruas pressionar por um sistema digno de saúde pública. Estamos no limite, afirma Nelson Cardoso. (E.P.)





