Cônsul japonês visita entidade assistencial
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segunda-feira, 28 de março de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O cônsul-geral do Japão, Hirotsugu Hagiuda, visitou ontem o Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (Ilitc), entidade assistencial que recebeu verba para aquisição de equipamentos de alta tecnologia usados no atendimento aos portadores de deficiência. O projeto da instituição foi o único do País selecionado para receber o dinheiro do programa de Assistência a Projetos Comunitários. A entidade atende 130 alunos, inclusive com outros tipos de deficiência além da cegueira.
De acordo com Hagiuda, o objetivo do programa é contribuir com projetos que atendam pessoas carentes em diversos países. Os recursos são provenientes do imposto pagos pelo povo japonês. A seleção é feita pelo consulado, mas a palavra final é do governo do Japão. ''A responsabilidade do consulado é muito grande. Tomamos o maior cuidado para que não haja dúvidas sobre a qualidade e a seriedade do projeto porque temos de prestar contas ao governo japonês'', explicou o cônsul.
Os critérios de seleção incluem exigência de tempo mínimo de três anos de funcionamento legal, não ter fins lucrativos e ajudar o maior número possível de pessoas carentes. No ano passado, 50 projetos foram apresentados aos consulados do país do Sol Nascente. O Ilitc foi beneficiado com a destinação de cerca de R$ 37 mil, com aplicação pré-definida para aquisição dos equipamentos.
A diretoria comprou impressora em braile, talha mecânica e tábua de sorobã. ''Hoje, estamos trabalhando a título precário. Enfrentamos dificuldades porque recebemos poucos recursos. Pelo menos, os equipamentos vão complementar os departamentos que já temos'', comemorou o diretor Carlos Roberto Miranda. A entidade é mantida atualmente por convênios estadual e municipal, campanhas promocionais e doações.
A impressora em braile, linguagem especial para cegos, será usada para impressão de material didático da Central de Materiais, que atende mais de 80 cidades da região. Instalada no Centro de Tratamento Hidroterápico (CTH), a talha mecânica é utilizada para transportar alunos obesos ou com alto grau de comprometimento de lesão cerebral para a piscina. A tábua de sorobã é um sistema de cálculo matemático para deficientes visuais.
Inaugurado em setembro do ano passado, o CTH ainda funciona precariamente por falta de verba para contratação de profissionais. A diretoria está tentando credenciamento junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) para obter verba para o pagamento de salários dos fisioterapeutas e pessoal de manutenção e apoio.


