MISTÉRIO Cônsul de Portugal no PR é sequestrado Polícia encontrou o carro de Miguel Fawor abandonado em Curitiba e com manchas de sangue no porta-malas e pára-choque José SuassunaISOLAMENTOO Mercedes Benz Elegance, usado pelo diplomata, foi encontrado pela Polícia Militar às 13h40, na Rua Sete de Abril, bairro Alto da Rua XV James Alberti De Curitiba O cônsul de Portugal no Paraná, Miguel José Fawor, 42 anos, foi sequestrado na noite de anteontem ou madrugada de ontem. O horário exato da ocorrência do crime ainda não havia sido apurado. Até as 19 horas de ontem, os responsáveis pelo sequestro não tinham feito nenhum contado com o consulado ou com a polícia. Há possibilidade de Fawor ter sido morto e ‘‘desovado’’ (abandonado em algum lugar). ‘‘Eu sou mais otimista. Acredito que ele ainda esteja vivo’’, afirmou o delegado Fauze Salmen, da Delegacia de Homicídios. Uma funcionária do consulado português, que não quis indentificar-se, disse também acreditar que se trate de um sequestro. ‘‘Trabalhamos com essa hipótese’’, confirmou o capitão da PM Everson César Puchetti Ferreira, comandante do Corpo Consular, companhia da PM responsável pela segurança dos consulados. Segundo Puchetti, o cônsul chegou em casa, na rua Hermes Fontes, no bairro Batel, às 18 horas de ontem. Desde então não foi mais visto. Fawor é cônsul de carreira e reside sozinho. A empregada dele chegou para trabalhar de manhã e encontrou a casa aberta, sem qualquer sinal do patrão. Na residência, ela encontrou manchas de sangue, principalmente, na garagem. A empregada avisou o consulado, que comunicou a polícia. O Mercedes Benz Elegance, com placa oficial CC 4007, usado pelo diplomata, foi encontrado pela Polícia Militar às 13h40, na Rua Sete de Abril, bairro Alto da Rua XV, em Curitiba. O radialista Alexandre Domingues estranhou a posição do carro oficial e chamou a PM. Manchas de sangue encontradas no parta-malas e no pára-choque traseiro do Mercedes fizeram a polícia acreditar que o cônsul estivesse morto, dentro do porta-malas. A polícia demorou das 14 horas até às 18 horas para abrir o veículo. Antes disso, o carro foi periciado por agentes do Instituto de Criminalística do Paraná. Digitais foram encontradas, mas somente após análises as peritas poderiam afirmar se servirão como pistas. Para abrir o porta-malas, o carro foi levado ao instituto, no centro da cidade. Um funcionário de uma concessionária foi chamado para o serviço, já que as chaves haviam sumido. A chanceler Marly Marlene Postal Borges e uma funcionária do consulado, que acompanharam os trabalhos, pediram para que a polícia não abrisse o veículo na rua, devido ao grande número de pessoas presentes. O carro foi rebocado e a imprensa foi impedida de acompanhar a abertura do porta-malas. Foram encontrados duas tocas, um lenço e um guarda-chuva sujos de sangue, indicando que uma pessoa ferida teria sido colocada dentro do porta-malas. Uma das principais pistas encontradas no veículo foi um cartão de um restaurante, segundo a polícia, de nome Amarreto.

mockup