Cônsul-adjunto autoriza defesa de PMs de SC
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terça-feira, 15 de abril de 1997
Valmir Denardin Sucursal de Foz do Iguaçu 
Um advogado pago pelo Consulado Brasileiro em Ciudad del Este, no Paraguai, vai defender os dois policiais militares catarinenses que estão presos na cidade, acusados de tentar assaltar uma sacoleira e de ferir um policial paraguaio. O cônsul-adjunto do Brasil em Ciudad del Este, Djalma Mariano da Silva, também pediu à Justiça paraguaia pressa na tramitação do processo contra os dois.
Os irmãos Gilberto Ireno Lopes, de 30 anos, cabo do 7º Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, e Vitalino Ireno Lopes, 33, soldado do Batalhão de Operações Especiais da capital catarinense, foram presos sábado, no centro de Ciudad del Este. Segundo a Polícia Nacional paraguaia, eles tentaram assaltar uma comprista, também catarinense, e ao serem presos teriam ferido um policial com uma faca.
Gilberto e Vitalino negam a autoria dos dois crimes. Gilberto apenas confirma que estava com o revólver, que teria levado na viagem de compras ao Paraguai por segurança. Os irmãos estão presos na Penitenciária Regional de Alto Paraná e Canindeyú, em Ciudad del Este.
O advogado que irá defendê-los é José Amílcar Talavera, contratado pelo consulado para acompanhar presos brasileiros da fronteira sem recursos para custear o serviço. O Judiciário paraguaio enfrenta acúmulo de processos e a tramitação geralmente é muito lenta. Dos 2,5 mil presos no país vizinho, apenas 8% possuem sentença.
Liberdade No último domingo, 10 presos brasileiros foram libertados da penitenciária de Ciudad del Este. Entre eles havia quatro menores de 18 anos. No Paraguai, a imputabilidade civil começa aos 14 anos.
Segundo o consulado, desde 1992 já foram libertados mais de 100 brasileiros que estavam presos no Paraguai. Ainda restam pelo menos outros 100 brasileiros em cadeias e penitenciárias no país vizinho.


