Um advogado pago pelo Consulado Brasileiro em Ciudad del Este, no Paraguai, vai defender os dois policiais militares catarinenses que estão presos na cidade, acusados de tentar assaltar uma sacoleira e de ferir um policial paraguaio. O cônsul-adjunto do Brasil em Ciudad del Este, Djalma Mariano da Silva, também pediu à Justiça paraguaia pressa na tramitação do processo contra os dois.
Os irmãos Gilberto Ireno Lopes, de 30 anos, cabo do 7º Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, e Vitalino Ireno Lopes, 33, soldado do Batalhão de Operações Especiais da capital catarinense, foram presos sábado, no centro de Ciudad del Este. Segundo a Polícia Nacional paraguaia, eles tentaram assaltar uma comprista, também catarinense, e ao serem presos teriam ferido um policial com uma faca.
Gilberto e Vitalino negam a autoria dos dois crimes. Gilberto apenas confirma que estava com o revólver, que teria levado na viagem de compras ao Paraguai por segurança. Os irmãos estão presos na Penitenciária Regional de Alto Paraná e Canindeyú, em Ciudad del Este.
O advogado que irá defendê-los é José Amílcar Talavera, contratado pelo consulado para acompanhar presos brasileiros da fronteira sem recursos para custear o serviço. O Judiciário paraguaio enfrenta acúmulo de processos e a tramitação geralmente é muito lenta. Dos 2,5 mil presos no país vizinho, apenas 8% possuem sentença.
Liberdade No último domingo, 10 presos brasileiros foram libertados da penitenciária de Ciudad del Este. Entre eles havia quatro menores de 18 anos. No Paraguai, a imputabilidade civil começa aos 14 anos.
Segundo o consulado, desde 1992 já foram libertados mais de 100 brasileiros que estavam presos no Paraguai. Ainda restam pelo menos outros 100 brasileiros em cadeias e penitenciárias no país vizinho.

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