Construtoras planejam reciclagem
A resolução 307 do Conama prevê que as próprias construtoras organizem a destinação dos resíduos de construção civil e que, a partir do ano que vem, os projetos de gerenciamento destes materiais conste dos projetos de obras a serem aprovados pelos órgãos competentes.
O presidente do Sinduscon, José Roberto Hoffmann, explica que as construtoras planejam traçar destinações para os resíduos em três frentes: redução do entulho nas obras; reutilização dos resíduos dentro das próprias obras; encaminhamento para reciclagem o que não puder ser reutilizado.
''Atualmente, a redução de entulhos é bem difundida em Londrina; a reutilização é muito pouco aproveitada e quase nada é feito em termos de reciclagem'', admitiu Hoffmann. Ele conta que as construtoras e o Sinduscon planejam fechar um programa de destinação de resíduos até o final do ano.
A intenção do sindicato é utilizar a Central de Moagem desativada do Conjunto Cafezal (Zona Sul) para montar um centro de reciclagem, mas, segundo o presidente, outras entidades procuraram a prefeitura para requisitar o espaço, o que pode tornar necessária uma busca por alternativas. ''O desafio será tornar o produto da reciclagem economicamente viável, vantajoso para ser comercializado'', explicou Hoffmann.
Segundo a secretária executiva do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consema) e assessora da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Maria Aparecida Zanatta, a tarefa de autuar responsáveis pelo despejo irregular de resíduos de construção civil se tornará mais fácil com a implantação das ATTs e do centro de reciclagem dos grandes geradores.
''Na medida em que existirão locais para a destinação de entulho, a intolerância com despejos ilegais se tornará maior, visto que eles devem até se tornar menos numerosos e, portanto, será mais fácil identificar seus autores. A própria comunidade vai se envolver no problema. Não se tratará de uma questão de maior rigor (na fiscalização), mas sim de educação'', argumentou.





