James Alberti
De Curitiba
Após mobilizar-se para receber dívidas do Proem – programa do governo do Estado para atender o ensino médio –, a Associação das Pequenas e Médias Construtoras do Paraná quer zerar as dívidas do Instituto de Desenvolvimento do Paraná (Fundepar). Uma reunião entre a direção da Fundepar e da associação para tratar do assunto ocorre na próxima segunda-feira.
Segundo Jonas Vieira, um dos diretores da associação, a Fundepar tem dívidas com cerca de 80% das 70 empresas filiadas a entidade. Os valores das pendencias variam entre R$ 15 mil e R$ 45 mil, em média. Em alguns casos, segundo Vieira, o atraso no pagamento passa de um ano e meio. Ele afirmou não ter o valor exato que a Fundepar deve às empresas. ‘‘Quase todas as construtoras têm problemas com a Fundepar’’, afirmou.
Vieira alega que o dinheiro para efetuar o pagamento às empresas foi repassado pelo governo Federal, mas desviado para outras finalidades. ‘‘Os recursos não foram para a Fundepar’’, afirmou.
A reunião de segunda-feira, conforme o diretor, é uma tentativa de resolver amigavelmente o problema. Caso isso não ocorra, os empresários podem procurar caminhos semelhantes aos usados no impasse do Proem, quando se acorrentaram a colunas do prédio da Secretaria de Estado da Educação. Conforme Vieria, com a mobilização, cerca de 80% das dívidas do governo estadual com relação ao Praem foram pagas.
A Folha manteve contato com a assessoria da Fundepar, mas até o fechamento desta edição não tinha recebido retorno.

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